À primeira vista, meros (Epinephelus itajara) e garoupas-verdadeiras (Epinephelus marginatus) podem se mostrar muito parecidos. Afinal, eles pertencem à mesma família de peixes, Epinephelidae. No entanto, algumas características ajudam a diferenciar essas espécies. Confira abaixo:
1. Nadadeiras sem faixa branca
As garoupas-verdadeiras possuem uma faixa branca na extremidade das nadadeiras caudal, dorsal e peitorais. Já os meros não apresentam essa marcação.
2. Corpo com pintas e listras
Os meros possuem faixas longitudinais ao longo do corpo e diversas pintas pretas espalhadas pela pele. Com o crescimento, essas pintas tendem a ficar menos evidentes. As garoupas apresentam um padrão de coloração diferente.
3. Olhos menores
Outra característica marcante dos meros são os olhos relativamente pequenos, que podem apresentar tonalidade amarelada. Nas garoupas, os olhos costumam ser maiores e variam entre marrom e preto.
4. Espinho dorsal mais curto
No mero, o primeiro espinho da nadadeira dorsal é menor que os demais. Nas garoupas, esse primeiro espinho possui tamanho semelhante ao restante dos outros da nadadeira.
Um gigante dos mares
Além dessas diferenças, tem uma característica que não passa despercebida: o tamanho. E aqui, não tem como confundir! Os meros podem atingir até 2,5 metros de comprimento e pesar cerca de 450 kg, sendo considerados um dos maiores peixes do Atlântico. Já as garoupas são menores, podendo alcançar aproximadamente 1,20 metros e pesar até 60 kg.
Por sua imponência e necessidade de conservação, o mero é a espécie bandeira do nosso projeto! Isso significa que, ao proteger essa espécie, contribuímos também para a conservação de outras 192 espécies marinhas e de quatro importantes ecossistemas costeiros e marinhos dos quais ela faz parte. Desde 2002, o Projeto Meros do Brasil, patrocinado pela Petrobras e pelo Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, realiza pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades de comunicação que contribuem para a conservação da espécie e para a divulgação de sua importância ecológica nos ambientes marinhos.
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Foto da capa: Maíra Borgonha