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Um compromisso coletivo com a vida da Baía de Guanabara e seu entorno 

O que queremos para a Baía de Guanabara até 2030? Foi a partir dessa pergunta que nasceu a Carta Aberta à Guanabara 2030, um dos produtos do 2º Guanabara: Terra, Água e Vida, realizado em maio de 2026 sob liderança do Projeto Meros do Brasil, em colaboração com a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA).

Construída a partir dos diálogos, reflexões e propostas de mais de 312 participantes, a Carta reúne diferentes conhecimentos, saberes e experiências sobre a Baía de Guanabara e os territórios que a cercam. O documento parte do reconhecimento de que a Baía está viva, pulsante e resiliente, mas também de que precisa de cuidado e ação coletiva.

É nesse sentido que a REDAGUA e as pessoas signatárias da Carta assumiram compromissos institucionais e individuais para, até 2030, fortalecer o monitoramento participativo, valorizar os conhecimentos de pescadores e agricultores, aproximar a ciência dos saberes tradicionais, ampliar a Ciência Cidadã e fortalecer a Cultura Oceânica. Confira o documento na íntegra, clicando aqui.

Por que uma Carta? 

Mais do que registrar intenções, a Carta simboliza o desejo de uma rede que reconhece que cuidar da Baía é de todas as formas de vida que dela dependem.

A REDAGUA reúne os projetos Projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ, parceiros da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que há anos atuam diretamente na Baía de Guanabara e em seu entorno, desenvolvendo iniciativas de conservação da biodiversidade, pesquisa científica, educação ambiental, inclusão social, comunicação e mobilização da sociedade.

Cada projeto, a partir de sua experiência, seus territórios, parceiros e públicos, já contribui individualmente para transformar essa realidade. A Carta surge da percepção de que, quando essas experiências se encontram e esses compromissos se tornam coletivos, a rede pode dar mais visibilidade a questões que atravessam o território, e fortalecer a mobilização social, reafirmando que a conservação da Baía de Guanabara é uma responsabilidade compartilhada.

É também uma forma de tornar público aquilo que já move esses projetos: o compromisso com a proteção dos ecossistemas aquáticos e costeiros, a valorização das pessoas e com uma Guanabara mais saudável, sustentável e cheia de vida.

Fotografia: Caio Salles