Uma atividade realizada no Centro de Visitantes do Projeto Tamar promoveu educação ambiental multissensorial, com experiências táteis, sonoras e imersivas para ampliar o acesso ao conhecimento sobre o oceano.
Como aproximar as pessoas do oceano para além daquilo que os olhos podem ver? Essa foi a proposta da atividade “O mar que se sente: um mergulho inclusivo”, realizada nesta sexta-feira, 25 de setembro, no Centro de Visitantes da Fundação Projeto Tamar, em Aracaju (SE). A iniciativa do Projeto Tamar contou com a participação do Projeto Meros do Brasil, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e recebeu um grupo de alunos do Instituto Pedagógico de Apoio a Educação do Surdo para uma experiência de educação ambiental que explorou diferentes formas de interação com o ambiente marinho.
A ação proporcionou uma vivência acessível e multissensorial, utilizando o tato, a audição e recursos tecnológicos para aproximar os participantes da biodiversidade marinha. A proposta partiu do entendimento de que o contato com a natureza e o acesso ao conhecimento sobre o oceano devem ser oportunidades disponíveis a todas as pessoas.
Participantes conheceram diferentes organismos e elementos marinhos por meio do toque, incluindo um mero taxidermizado, ouriços, polvo, lula, conchas e corais. A experiência tátil possibilitou perceber formas, texturas e características da vida marinha, ampliando o acesso ao conteúdo.
As conchas também foram utilizadas em uma experiência sonora, estimulando outras formas de perceber e imaginar o ambiente oceânico para além da visão.
Por meio dos óculos de realidade virtual, parte do grupo pode vivenciar um mergulho imersivo no habitat do mero, um ambiente marinho que poucas pessoas têm a oportunidade de conhecer presencialmente.
A acessibilidade comunicacional também foi contemplada com a presença de um tradutor de Língua Brasileira de Sinais (Libras), possibilitando o acompanhamento das informações compartilhadas por pessoas surdas.
Educação ambiental para todas as pessoas
A iniciativa reforçou a importância de desenvolver estratégias educativas que considerem diferentes formas de perceber, experimentar e compreender o mundo. Ao combinar recursos táteis, sonoros e tecnológicos, a atividade ampliou o acesso ao conhecimento e as possibilidades de participação, contribuindo para uma educação ambiental mais acessível e inclusiva.
Para o Projeto Meros do Brasil, promover essa aproximação também é uma forma de fortalecer o vínculo entre as pessoas e o oceano. Afinal, a conservação ambiental depende do reconhecimento de que os ambientes marinhos fazem parte das nossas vidas e de que todas as pessoas têm um papel na sua proteção.
“A conservação do oceano depende da nossa capacidade de conectá-lo à vida das pessoas. Se queremos proteger os mares, precisamos garantir que todos, independentemente de suas condições, possam sentir, ouvir e se encantar com a sua beleza. A inclusão não é um complemento, mas a base para construir um futuro em que a relação entre o ser humano e o ambiente marinho seja mais justa, consciente e duradoura”, destaca Tiago Albuquerque, profissional responsável pelas ações de Educação Ambiental do Projeto em Alagoas.
Veja um pouco do que aconteceu aqui.
Crédito da foto: Fundação Projeto Tamar