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O que o mero come?

Conhecido como o “senhor das pedras”, o mero (Epinephelus itajara) é um dos peixes mais impressionantes do Oceano Atlântico. Esse gigante marinho costuma buscar abrigo entre rochas, naufrágios e outras estruturas submersas, onde encontra proteção e descansa. Sua presença chama a atenção pelo porte: pode ultrapassar 400 kg e atingir até 2,5 metros de comprimento.

Encontrado em águas tropicais e subtropicais, o mero ocorre praticamente em todo o litoral brasileiro. Além do tamanho impressionante, a espécie desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos atuando como predador de topo e ajudando a regular as populações de outras espécies, o que contribui para a manutenção da biodiversidade e da saúde dos ambientes costeiros e recifais.

Mas afinal, o que um peixe desse tamanho come? 

Embora eventualmente se alimente de polvos, parús, jovens tartarugas e tubarões, o cardápio dos meros adultos é composto principalmente por peixes de natação lenta e geralmente associados ao fundo do mar, como arraias, bagres, baiacus-de-espinho e peixes-cofre. Isso ocorre porque o mero é um predador oportunista: em vez de perseguir ativamente suas presas por longas distâncias, ele aproveita os recursos disponíveis no ambiente em que vive. Quando jovens nos estuários, os meros preferem crustáceos, como caranguejos, siris e camarões. Outro item requintado do cardápio da espécie são as lagostas. 

A ciência por trás do cardápio dos meros

Para descobrir o que o mero come, nossa equipe analisa o conteúdo estomacal da espécie, de forma não letal, a partir de amostras de animais vivos capturados e soltos em nossas atividades de pesquisa, e também pela análise de estômagos de meros doados em apreensões de órgãos fiscalizadores e de meros mortos que são encontrados encalhados ou boiados. 

Outra técnica muito eficaz para entender a dieta da espécie são as entrevistas feitas com pescadores que, no passado, capturavam meros e também com pescadores amadores que colaboram com o Projeto. As informações obtidas a partir dos episódios de regurgitação durante a captura e das iscas utilizadas na pesca fornecem dados ricos e detalhados sobre seus hábitos alimentares.

Como posso ajudar?

Essas e outras informações sobre a biologia e a ecologia da espécie são obtidas por meio de pesquisas desenvolvidas pelo Projeto Meros do Brasil, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. E você, pode ajudar a avançarmos nos conhecimentos sobre os meros praticando a ciência cidadã. 

Se você avistar um mero durante um mergulho, pescaria ou até mesmo ao caminhar pela praia (em casos de encalhe), sua colaboração pode fazer a diferença. Sempre que possível, tire uma foto ou grave um vídeo do animal e anote a data e o local exato ou aproximado do avistamento. Essas informações são muito importantes para o monitoramento e a conservação da espécie. Envie o registro para o nosso WhatsApp (21) 99644-7157 ou pelas nossas redes sociais.

Crédito da imagem: Sandro Rodrigues