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Deformidades esqueléticas em peixes

Você sabia que os peixes, assim como outros animais vertebrados, também podem desenvolver deformidades esqueléticas? 

As deformações esqueléticas em peixes são alterações na estrutura dos ossos que podem afetar diferentes partes do corpo, como a cabeça, a coluna ou a cauda. Elas geralmente surgem nas fases iniciais do desenvolvimento, quando o esqueleto ainda está em formação, e podem ter diversas causas. Entre os principais fatores estão problemas na alimentação, falta de nutrientes essenciais, poluição da água, variações bruscas de temperatura, baixa oxigenação, luminosidade inadequada e até mesmo condições de estresse causadas por confinamento ou superlotação.

Essas deformações podem se manifestar de várias formas. Em alguns casos, os peixes apresentam a mandíbula superior encurtada e o maxilar inferior projetado, o que dá à cabeça um aspecto achatado. Em outros, a coluna vertebral sofre alterações, resultando em caudas encurtadas, curvadas ou deformadas, o que pode comprometer a natação e a locomoção.

Em ambientes naturais bem conservados, essas anomalias são raras e costumam afetar menos de 1% dos indivíduos. No entanto, em sistemas de aquicultura, onde os peixes vivem em espaços reduzidos e sob condições controladas, a ocorrência tende a ser muito maior. Isso acontece porque os organismos ficam mais expostos a variações de qualidade da água, carências nutricionais e fatores de estresse.

Apesar da aparência incomum, muitos peixes com deformações esqueléticas conseguem sobreviver e se alimentar, especialmente espécies que capturam presas lentas ou vivem próximas a recifes e estruturas submersas, onde há abrigo e alimento em abundância. Em alguns casos, indivíduos com deformidades também foram observados em grupos reprodutivos, o que indica que esses problemas nem sempre impedem a reprodução.

Com o avanço da tecnologia e o aumento do uso das redes sociais, é cada vez mais comum que pescadores e mergulhadores registrem e compartilhem imagens de peixes com anomalias. Esses registros ajudam cientistas, como nós do Projeto Meros do Brasil, patrocinado pela Petrobras e pelo Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a compreender melhor a frequência e as causas dessas deformações, contribuindo para o monitoramento da saúde dos ecossistemas aquáticos e da qualidade ambiental das regiões onde esses peixes vivem.

Agora que você já sabe tudo sobre esse assunto, ao capturar um peixe com deformidade esquelética, registre as informações e entre em contato conosco através do Fale Mero, nosso número de WhatsApp (21) 99644-7157.

Crédito da foto da capa: Áthila Bertoncini

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